Gestão Escolar
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FAQ - Perguntas frequentes > Gestão Pedagógica > Museu da Escola Paranaense

Museu da Escola Paranaense

 A sede do Museu da Escola Paranaense funciona em um prédio tombado (Inscrição n.º 171/2012) pelo Patrimônio Histórico Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, construído em 1906 para abrigar o Grupo Escolar Cruz Machado. Em 01 fevereiro de 1907 foi inaugurado e passou a atender mais de 80 alunos em duas salas de aula, sendo uma destinada aos meninos e a  outra destinada às meninas, sob a direção da professora D. Alice Cornelia Daniel.

No ano de 1925, em razão e “graves defeitos de Hygiene Pedagógica”, os alunos e professores foram transferidos para o Grupo Escolar Dezenove de Dezembro (*). Em 1928, o Grupo Escolar Cruz Machado foi desativado em razão da inauguração do Grupo Escolar Dom Pedro II, localizado nas proximidades do Grupo Escolar Cruz Machado, na mesma Avenida Bispo Dom José.

Em 2012, ano de tombamento do prédio, funcionava a Delegacia de Narcóticos (Denarc), órgão da Segurança Pública do Estado. E em outubro de 2014 com a retomada do prédio pela Secretaria de Estado da Educação, passa então a ser a sede do Museu da Escola Paranaense/SEED.

(*) Fonte: PARANÁ, Arquivo Público do Paraná/SEAP. AP n.º 2087, 1925.


1. O que é o Museu da Escola Paranaense?
O Museu da Escola Paranaense é uma instituição com finalidade pedagógica, científica e cultural sob a Coordenação da Superintendência da Educação da Seed-PR que objetiva conservar, preservar e valorizar o patrimônio histórico, documental e cultural das instituições de ensino da rede pública estadual fortalecendo a memória, a identidade e o sentimento de pertencimento, por meio de exposições, pesquisas e capacitações em Educação patrimonial para Gestores, professores e técnicos pedagógicos da rede pública estadual de ensino.
2. Como o Museu da Escola Paranaense foi criado?
O Museu da Escola Paranaense (MEP) foi criado pela Secretaria de Estado da Educação após discussões de um grupo intersecretarial (Seed, Seec, Seap e Seti) motivado pela necessidade de preservar a memória escolar no Paraná. Essas discussões resultaram na oficialização do Museu da Escola Paranaense conferido pelo Decreto Estadual n.º 8.242/2013.
3. Quais são os objetivos do Museu da Escola Paranaense?
- valorizar o patrimônio cultural das instituições de ensino da rede pública estadual.

- promover, divulgar e estimular ações que permitam ampliar o entendimento da Educação Patrimonial e Memória decorrente da apropriação e da noção de pertencimento do cidadão e da sociedade à universalidade do acesso a educação e cultura.

- implementar políticas públicas, com vistas a contribuir para a organização, gestão, desenvolvimento e continuidade dos Centros de Memória das instituições de ensino da rede pública estadual visando resguardá-los e integrá-los como parte do processo educativo. Para tanto, as instituições de ensino deverão incluí-los no Projeto Político Pedagógico.

- elaborar um Plano Museológico específico para o Museu da Escola Paranaense, de acordo com as leis federal, estadual e municipal que regulamentam os Museus.

- interagir e estabelecer parcerias com as Secretarias de Estado e demais instituições científicas e culturais, envolvidas no interesse de preservação da memória e do patrimônio cultural.
- promover a formação continuada dos servidores da educação na área da Educação Patrimonial e Memória.
4. Qual é o endereço e horário de funcionamento do Museu da Escola Paranaense?
A sede do Museu da Escola Paranaense está localizada na Avenida Bispo Dom José, n.º 2006, bairro Batel, Curitiba-PR. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h. Telefones para contato: (41) 3243-7484/3243-5171 e 3244-4607.
E-mail: museudaescola@seed.pr.gov.br
5. Como agendar uma visita ao Museu da Escola Paranaense?
O Museu da Escola Paranaense não está aberto no momento para visitação, pois o prédio está passando por reformas. No entanto, caso seja necessário ir até o Museu da Escola por motivos educacionais, por favor, entre em contato pelos telefones ou e-mail que estão no item 4.
6. O que é um tombamento?
Tombamento é um ato jurídico de reconhecimento do valor histórico de um bem. Essa ferramenta legal tem como objetivo a proteção do patrimônio histórico e cultural, de bens móveis e imóveis, de paisagens e de documentos que, após avaliação dos conselhos estaduais e/ou federal de Patrimônio, receberão a proteção governamental.

O Tombamento é um ato Jurídico de reconhecimento do valor arquitetônico, histórico e cultural de bens móveis e imóveis, visando o patrimônio. O Museu da Escola Paranaense (MEP) está prevendo formação continuada de gestores das escolas tombadas com objetivo de proteção, valorização e preservação do bem móvel, bem como da memória que perpassa a história da comunidade escolar aos quais estão inseridas.
7. Quais são as escolas estaduais tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural, da Secretaria Estadual da Cultura?
  • Antonina:
    • Colégio Estadual de Educação Profissional Dr. Brasílio Machado
    • Colégio Estadual Moyses Lupion
    • Colégio Estadual Rocha Pombo
  • Curitiba:
    • Instituto de Educação do Paraná Prof. Erasmo Pilotto
    • Colégio Estadual do Paraná
    • Colégio Estadual Dr Xavier da Silva
    • Colégio Estadual Tiradentes
    • Escola Estadual Dom Pedro II
    • Colégio Estadual Prof. Lysímaco Ferreira da Costa
  • Lapa:
    • Colégio Estadual São José
  • Paranaguá:
    • Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha
    • Escola Estadual Faria Sobrinho
  • Ponta Grossa:
    • Colégio Estadual Regente Feijó


8. Quais os cuidados que as escolas tombadas devem ter com o patrimônio arquitetônico?
É preciso que o Gestor Escolar tome conhecimento de todo o processo de tombamento, bem como quem solicitou, os motivos, qual parte da estrutura predial foi tombada e o parecer de tombamento emitido pelo Conselho do Patrimônio. Toda a comunidade escolar deve ter ciência que antes de realizar qualquer intervenção física, assim como o uso dos espaços, é preciso obter uma autorização da Coordenação do Patrimônio Cultural – CPC da Secretaria de Estado da Cultura (Seec). O Gestor deverá salvaguardar a estrutura tombada orientando todos os funcionários, alunos e comunidade escolar quanto à importância do patrimônio histórico, cultural, de bens materiais e imateriais, das instituições de ensino, fortalecendo a memória, a identidade e o sentimento de pertencimento.
9. O tombamento dificulta as reformas e/ou ampliações no espaço escolar?
É muito comum a afirmativa de que o tombamento engessa as reformas necessárias nas escolas. No entanto, a real solução para que uma escola centenária continue utilizando seus espaços é o acompanhamento de um profissional qualificado, pois ele poderá dar as soluções necessárias para atender as demandas da escola. É preciso ter Projeto Arquitetônico para que uma obra seja realizada em bens tombados. Portanto, toda revitalização, ampliação ou melhorias devem ter um projeto arquitetônico que ampare a execução da obra. O problema é que muitas vezes as soluções apresentadas não são realizadas por um profissional especializado em restauro ou em tratamentos de bens tombados.

Importante: somente uma planilha de obras não dará conta de atender as necessidades e cuidados de um bem tombado. É preciso seguir um termo de referência exigido pela Secretaria de Estado da Cultura (Seec) que tratará da execução da obra e das manutenções periódicas necessárias no edifício.
10. Qual é a legislação do tombamento?
O Estado brasileiro possui leis de tombamento desde 1937. O Paraná promulgou a Lei em 1953, a qual dispõe sobre o Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Estado do Paraná.
A Secretaria de Estado da Cultura disponibiliza a legislação básica no site:
http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=7

11. Quem deve avaliar as interferências (reformas/ampliações/melhorias) arquitetônicas nas escolas tombadas?
O fluxo de solicitação de reparos, melhorias e acessibilidade das escolas segue as mesmas normatizações da Seed-PR, ou seja, o diretor da escola solicita ao chefe do NRE o encaminhamento da demanda aos engenheiros e arquitetos da Sude ou do próprio NRE.

Os engenheiros e arquitetos devem ir até a escola, avaliar as condições e realizar os projetos, as planilhas, ou abrir um processo licitatório para contratação de projetos especiais. Todas essas propostas devem ser encaminhadas à Coordenação de Patrimônio Cultural-CPC, da Secretaria de Estado da Cultura. Somente após a autorização da Seec é que poderá ser realizada a licitação e as intervenções no edifício.
12. Que ações pedagógicas podem ser desenvolvidas nas escolas tombadas?
As principais ações pedagógicas a serem desenvolvidas nas escolas tombadas é a adequação do Projeto Político-Pedagógico e a criação do Centro de Memória Escolar. Consequentemente, as temáticas de preservação da cultura escolar devem estar presentes no currículo escolar e de Educação Patrimonial, que devem ser objeto de estudo nas diversas disciplinas. É preciso, portanto, consultar o site do Programa Mais Educação e do Programa Mais Cultura.
13. Quando a escola é tombada, o Projeto Político-Pedagógico deve ser alterado?
Sim, as instituições tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural devem adequar seus projetos, considerando a necessidade de preservação, conservação do prédio e dos acervos da cultura escolar, bem como incluir nos seus currículos o tema Educação Patrimonial.
14. O que é um Centro de Memória Escolar?
É um setor que tem a função de guarda do patrimônio cultural da escola e objetiva identificar, catalogar, expor e preservar o seu acervo. O acervo é composto por diferentes tipos: mobiliários, materiais pedagógicos, documentação escolar, assim como a história e memórias da comunidade escolar.

15. Todas as escolas podem criar um Centro de Memória Escolar?
Sim, pois todas as escolas trazem no seu cotidiano o registro dos costumes e fazeres escolares, a partir das suas histórias e memórias dos seus documentos, de sua arquitetura e dos seus objetos e materiais pedagógicos.

16. Como criar um Centro de Memória Escolar?
Cada escola possui especificidades locais e regionais que deverão ser respeitadas na produção e organização de seus acervos. Por isso, a direção da escola deve solicitar ao NRE a autorização para a criação do Centro de Memória Escolar. O NRE, por sua vez, deve encaminhar a autorização ao Museu da Escola Paranaense (MEP), o qual deverá prestar assessoria na criação do Centro de Memória Escolar.